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Massa de Nivelamento Imprimir E-mail

Inscrito no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPPI) para registro de patente - processo Nº PI 064829-3, e depositado em 22 de novembro de 2006 - o produto resultante de uma massa feita à base de álcool polivinílico, para emassamento e nivelamento de lacunas de superfície em obras de arte, foi desenvolvido pelo Grupo Oficina de Restauro no ano de 1991, e vem sendo amplamente utilizado por diversos profissionais da área com resultados altamente satisfatórios.

Massa de nivelamentoA massa de nivelamento, obtida com os ingredientes abaixo explicitados, tem como características básicas a flexibilidade, resistência à umidade, facilidade de aplicação e de lixamento, aderência às superfícies e, no caso específico da restauração de obras de arte, a reversibilidade. Sua utilização preenche uma grande lacuna nas intervenções restauradoras em obras de arte produzidas tanto a óleo quanto a têmpera sobre suportes rígidos de madeira (esculturas policromadas) e reboco (pinturas parietais).

Até a presente data, as massas empregadas de origem comercial não atendem satisfatoriamente às demandas; a massa corrida, de composição vinílica, por exemplo, é bastante suscetível à umidade e ressente-se de um importante item: a flexibilidade. As massas automotivas, por outro lado, oleosas, compostas de resina alquídica e resina nitrocelulose, entre outros ingredientes, além de não informar na embalagem a sua real composição, apresentam sérias dificuldades de lixamento e podem provocar manchas, comprometendo a coloração da policromia, principalmente nas tintas obtidas da têmpera.

Massa de NivelamentoA massa corrida de nivelamento foi criada em 1991 pelo restaurador Adriano Ramos, durante a restauração da pintura do forro da nave da igreja Matriz de Nossa Senhora do Bonsucesso, na cidade de Caeté, MG.

Diante das imensas áreas a serem emassadas e niveladas nas tábuas policromadas do forro, deu-se início a diversos testes para substituir as massas comerciais, bem como as resultantes apenas das misturas de “álcool polivinílico e carbonato de cálcio”, “álcool polivinílico e gesso” e ainda “cola branca e carbonato de cálcio” ou “cola branca e gesso”, que sempre se apresentavam problemáticas, ocasionando trincas longitudinais e craquelês após a secagem ou em função da precariedade de aderência à superfície.
Desde então, a massa de “Mowiol” tem sido utilizada pelo Grupo Oficina de Restauro em diversas obras de restauração, seja em bens integrados, como forros, retábulos e pinturas parietais, ou em bens móveis, como telas(*) e esculturas policromadas.

Após 18 (dezoito) anos de constante utilização e acompanhamento monitorado, observou-se a ausência de alterações em sua composição, constatando-se como características altamente positivas a sua estabilidade, resistência e durabilidade.
Obviamente que a referida massa, pelas qualidades acima descritas, pode ser empregada em interiores, substituindo as massas tradicionais, nos casos em que as paredes estejam vulneráveis à ação da umidade. Igualmente, a massa de nivelamento pode ser utilizada por artistas plásticos que queiram obter maior integridade física em seus trabalhos pintados ou espatulados sobre variados suportes.

Receita

Composição para 1 quilo – (peso líquido)

Água destilada.......................... 200 ml
Álcool polivinílico ........................ 15 gr (1)
Carbonato de cálcio ............... 250 gr 
Massa corrida ................... ...... 480 gr (2)
Cola branca .............................. 02 ml (3)
Fungicida ................................... 01 ml (4)

(1) O álcool polivinílico é produzido pela indústria Hoescht e tem o nome comercial, no Brasil de Mowiol 8-88;
(2) A massa corrida, de composição vinílica, à base de acetato polivinílico, é produzida no Brasil tanto pela Coral quanto pela Suvinil;
(3) O acetato polivinílico, comercialmente denominado de cola branca, é produzido no Brasil por diversas empresas. No caso específico emprega-se a da marca Cascorez;
(4) O fungicida diluído em álcool empregado é o Timol, produzido no Brasil pela Synth.

Modo de Preparo:

Deixar de molho, de um dia para o outro, o álcool polivinílico em água destilada dentro de um recipiente de vidro. Nesse mesmo recipiente, dissolver totalmente, em banho-maria, os finos grãos do álcool polivinílico. Acrescentar a esse preparado o carbonato de cálcio, misturando várias vezes até que se atinja o ponto de "liga". A massa resultante desses componentes deve ser mesclada à mesma quantidade de massa corrida, e misturada exaustivamente. Nesse momento, devem ser acrescentados a cola branca e o fungicida. O resultado final, ou seja, a massa de nivelamento, deve ser acondicionada em recipiente de vidro ou plástico com tampa e ser mantido fechado em ambiente seco e arejado.

A sua validade após a fabricação é de 1(um) ano.

(*) No caso específico do emprego na restauração de telas, a massa de nivelamento em questão necessita de maior volume de álcool polivinílico em sua composição para que seja obtido melhor índice de flexibilidade.

 

 

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